38º CONECEF - Encerra com debate pela Democracia Com Gregório Duvivier

“O afeto rompe barreiras”, assim finalizou sua fala sobre o tema Democracia, o ator Gregório Duvivier, que encerrou com chave de ouro o 38º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa Econômica Federal (Conecef), ocorrido em São Paulo, nos dias 8, 9 e 10/06.

Para Duvivier, existem muitos enganados e desinformados e, essas pessoas, precisam ser tratadas com carinho e acolhimento. “A gente precisa fazer elas perceberem que o sentimento democrático está no coração delas”, disse.

A pauta do 38º Conecef elegeu a defesa dos empregados e da Caixa Pública e Social, sempre! como principais aspectos dos debates.

Os diretores da AGECEF/SPI Moacir Vendrame Bassan (de Relacionamento com Aposentados) participou presencialmente, enquanto, o Vice-Presidente Pedro Sérgio dos Santos Babosa (Pepô) e Lara Verona Moreti, do Conselho Fiscal da Associação, participaram, virtualmente.


BANCOS PÚBLICOS: DEVEM SER PRESERVADOS

Por unanimidade, os participantes e convidados da abertura oficial do 38º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa Econômica Federal (Conecef), ocorrida na quarta-feira (08/06), foram taxativos ao afirmar a importância e a necessidade dos bancos públicos do Brasil serem preservados e protegidos da política do atual governo, que pretende entregar todas as riquezas do país.

Fizeram parte da abertura a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira; Ivone Silva, a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região; Sérgio Nobre, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e Sergio Takemoto, presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae).

Os convidados engenheiro e economista Eduardo Moreira e o ex-governador do Piauí, Wellington Dias, destacaram a importância da coletividade na defesa dos bancos públicos como instrumento de mudanças estruturais necessárias para o Brasil retomar o desenvolvimento social e econômico.

Ainda teve a participação da especialista em Energia e Sociedade no Capitalismo Contemporâneo pela UFRJ, trabalhadora do Sistema Eletrobrás e dirigente sindical do Sindicato dos Urbanitários do Distrito Federal, Fabiola Latino Antezana e dos coordenadores das Comissões dos Empregados – do Banco do Brasil, João Fukunaga; da Caixa, Clotário Cardoso; do Banco da Amazônia (Basa), Sergio Trindade; do Banco do Nordeste, Robson Araujo e do presidente da Associação dos Funcionários do Banco do Desenvolvimento (BNDES), Arthur Koblitz, todos preocupados com as ameaças de privatização que cercam as instituições que trabalham.

A solenidade foi finalizada com uma das maiores demonstrações de unidade da categoria bancária dos últimos anos, quando representantes de diferentes correntes políticas - Elisa de Figueiredo Ferreira, dirigente do Sindicato dos Bancários de Campinas e representante da corrente política Unidade; o presidente do Sindicato dos Bancários da Bahia e representante da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Augusto Sérgio Vasconcelos e Rita Lima, coordenadora geral do Sindicato dos Bancários do Espírito Santo e representante da Intersindical, uniram-se para destacar que neste momento há um único “inimigo” e que ele se encontra no centro do poder e das decisões do país, desde as eleições de 2018 e, que, precisa ser derrotado.


BANCOS PÚBLICOS E EMPRESAS PÚBLICAS ESTÃO AMEAÇADAS

A quinta-feira (09/06), no 38º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa Econômica Federal (Conecef), em São Paulo, tem início com o debate em defesa dos bancos e empresas públicas, com a presença de três mulheres fortes, que representam muito bem as bancárias da Caixa.

Maria Fernanda Coelho (ex-presidenta da Caixa – de 2006 a 2011), Rita Serrano (representante dos empregados no Conselho de Administração da Caixa) e a deputada federal Erika Kokay (PT/DF), empregada da Caixa.

Maria Fernanda afirmou que a crise sem precedentes vivenciada pelo país nestes tempos e as mudanças necessárias, devem nos permitir a sonhar que em 2023 a Caixa irá recuperar sua capacidade de fomentar o desenvolvimento e combater as desigualdades sociais.

Para Rita Serrano, o desmantelamento do patrimônio público vai além das empresas e dos bancos, está atingindo saúde, educação e outras áreas vitais para o país. “Há um processo de destruição do Brasil e, se tudo for privado, como pretende o atual governo federal, fatalmente estaremos privados de tudo”.

Erika Kokay contestou o fato de todas as empresas públicas estarem sob ameaças de privatização, a exemplo da Eletrobras, Petrobras e a Caixa, “todas fundamentais para qualquer projeto democrático, para políticas de bem viver e para um país que respeita seu próprio povo”.


SAÚDE: ADOECIMENTO DO TRABALHADOR

O debate sobre a saúde do trabalhador foi coordenado pela diretora de Comunicação do SEEB BH, representante da Fetrafi Minas Gerais na CEE Caixa e diretora executiva da Contraf/CUT, Eliana Brasil, Sérgio Wilson Lima de Amorim, dirigente sindical do SEEB Rio de Janeiro e representante suplente da Federal Rio de Janeiro na CEE-Caixa, Edgard Antônio Bastos Lima, presidente da Federação Nacional das Associações de Aposentados e Pensionistas da Caixa Econômica Federal – Fenacef e representante da entidade na CEE-Caixa e Fernanda Souza Duarte, doutora e mestre em Psicologia Social, do Trabalho e das Organizações.

A doutora apresentou os resultados da pesquisa realizada pela Fenae sobre a saúde dos empregados da Caixa, com o foco na relação entre trabalho e adoecimento pensando nos aspectos jurídico, psicológico e político.

Os dados são importantes para exemplificar, como hoje, os problemas de transtorno mental já ultrapassam as chamadas LER/Dort. Segundo a pesquisa, 47% dos que responderam, afirmaram que o trabalho afeta a saúde e 42% disseram ter problemas de saúde relacionados ao trabalho. A pesquisa apontou maior incidência de ansiedade e depressão. Por outro lado, também indica um baixo número de afastamentos e, que, a maioria dos empregados, que procurou tratamento psiquiátrico e psicológico, foi por causa do trabalho.


FUNCEF: NOVOS DIRETORES E CONSELHEIROS ELEITOS

Com o tema “Funcef - Desafios e expectativas de uma gestão transparente, participativa e dos participantes”, os diretores eleitos para representar os participantes na Fundação, Rogério Vida (de Administração e Controladoria) e Jair Pedro Ferreira (de Benefícios) reforçaram que é preciso incluir os participantes neste debate.

Há especialmente quatro aspectos importantes para os representantes do movimento “Juntos - A Funcef é dos Participantes” que são o fim do equacionamento, com investimentos sólidos e rentáveis; a unificação do REB ao Novo Plano; mais transparência para a Funcef e a participação de todos.

Além dos diretores eleitos, Sâmio Cassio (SEEB/BA), eleito conselheiro Fiscal, também fez parte do debate, que foi presidido por membros da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa) Zelário Bremm (Fetec/PR), Lizandre Borges (Sindicato dos Bancários do Espírito Santo).


GARANTIA DA ULTRATIVIDADE E PROIBIÇÃO DAS PRÁTICAS ANTISSINDICAIS

A mesa foi coordenada Rogério da Costa Campanate, diretor de Bancos Federais do SEEB/Rio de Janeiro e representante da Federa RJ na CEE Caixa; Edson Luiz Heemann, presidente do SEEB Blumenau e representante da Fetrafi Santa Catarina na CEE Caixa; Tatiana Cibele da Silva Oliveira, presidenta do SEEB Pará e representante suplente da Fetec Centro Norte na CEE Caixa tratou dos Acordos Coletivos de Trabalho (ACT) e as Convenções Coletivas de Trabalho (CCT).

Os trabalhadores querem seus direitos garantidos, e a não garantia da ultratividade é um dos desafios para as negociações coletivas, aponta o advogado convidado José Eymard Loguércio, assessor jurídico da Fenae e da CUT, sócio da LBS Advogados.

Para Loguércio, os sindicatos são atacados por qualquer política neoliberal, porque eles articulam um sentido de solidariedade, que se expressa numa negociação coletiva. “Os acordos não existem sem a experiência de solidariedade, pois, as cláusulas de um acordo não é uma aceitação individual, é uma deliberação coletiva”.

Os debatedores destacaram, ainda, que as negociações coletivas nunca foram tarefas fáceis e, que é preciso a participação de todos no momento de pressionar o governo.

O 38º Conecef encerrou na sexta-feira (10/06) com o debate da organização do movimento para a Campanha Nacional, além de um debate sobre a Democracia, com a participação do ator Gregório Duvivier.

“A nossa participação no 38º Conecef, após dois anos de pandemia, só nos mostra que a força do empregado da Caixa, em defender seus direitos e o banco 100% público, superam as inúmeras barreiras colocadas aos trabalhadores neste momento político do país. Acreditamos que é desta forma, com a unidade, que teremos condições de melhorar nossas condições de trabalho na nossa Campanha Nacional”, afirma o Vice-Presidente da AGECEF/SPI, Pedro Sérgio dos Santos Babosa (Pepô).

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