Liderança das associações de gestores da CAIXA trataram questões trabalhistas.

Em 17 e 18 de março, o presidente da AGECEF/SP INTERIOR, Moacir Bassan, o vice-presidente da SR Bauru e vice-presidente regional Sudeste da FENAG, Pedro Barbosa e o Associado Lucas Alves participaram do Encontro Nacional das Associações de Gestores da CAIXA – ENAGECEF, promovido pela Federação Nacional das Associações de Gestores da CAIXA – FENAG, na capital paulista.

Cerca de 120 lideranças de 31 AGECEF’s das cinco regiões do Brasil trataram temas que afligem a classe gestora com autoridades da Empresa, da Fundação e especialistas, e definiram as resoluções propostas pelo Movimento Gerencial e base com o Conselho Deliberativo da Federação - CONDEL a serem remetidas à Direção da CAIXA.

O diretor executivo de rede da CAIXA, Roberto Ceratto, declarou que a Empresa vivencia um momento diferente, envolvendo capital e posição de mercado pelos avanços da tecnologia: “Hoje, os processos são analógicos e defasados. A complexidade das tarefas demanda atualizações. O contexto de posicionamento exige inovações”. Da Gestão de Desempenho de Pessoas, afirmou ser fundamental o feedback transparente: “influencia no desempenho, dá clareza e tranquilidade à condução dos processos de encarreiramento”. Referente aos Processos de Seleção Interna, confirmou programas de qualificações para atender a demanda de gestores com mais celeridade e salientou o acompanhamento das Unidades para equacionar e minimizar os impactos do PDVE. O diretor ressaltou o trabalho focado na fidelização dos clientes, com qualidade e eficiência e não quantidade e volume, agradeceu e parabenizou os empregados pela dedicação nos atendimentos do FGTS. Encerrou, declarando ser associado AGECEF/SC e enaltecendo o diálogo aberto: “É no debate que crescemos”.

“O pior já passou”, assegurou o presidente da Saint Paul Escola de Negócios, sobre o atual cenário econômico brasileiro, embora “a melhora econômica do Brasil ainda não reflita integralmente nos números”. O professor doutor pontuou que o motor da economia são os investimentos e não as políticas governamentais de incentivo ao consumo. O especialista mencionou a infraestrutura, cujo ciclo de empregabilidade é alto pelo longo prazo de conclusão de obras, e exemplificou a área de transportes, que reduz custos com logística, principalmente em país com dimensões continentais: “O Brasil tem oportunidades resilientes. Precisamos recuperar a confiança, ‘a forma mais barata de estímulo econômico’”, citando o ex-secretário do Tesouro dos EUA, Larry Summers.

“Oxigênio que motiva a atuação por uma Empresa mais forte e pujante”, assim foi definido o ENAGECEF segundo o gerente nacional em exercício de Negociação Coletiva e Relacionamento com Empregado da CAIXA, Átila Prata, “precisamos refletir sobre o papel da liderança e entender o contexto e atuação dos líderes da Empresa”. Prata comunicou que a GDP abrangerá as funções técnicas neste ano e envolverá todas até 2018. Mencionou ações educacionais para instrumentalizar o pessoal como Líder Coach, medias trainings e programas customizados às políticas de sucessão. Sobre o PDVE, informou que o impacto nas agências será avaliado com ações imediatas da DEPES e DEGAN em caso negativo e que as horas extras estão em reprogramação orçamentária. O gestor também citou ações perenes de monitoramento da saúde do empregado mapeado por unidades e SRs, a fim de auxiliar a implantação de medidas no combate ao impacto, como os programas Fique Bem e CAIXA nas Ruas.

O presidente da FUNCEF, Carlos Vieira, apresentou os resultados da Fundação nos últimos 15 anos, os investimentos sob investigação e enfatizou: “precisamos ampliar o olhar. São nossos ativos”. Vieira expôs a economia de R$ 24 milhões, desde que assumiu a presidência da FUNCEF, com a rescisão de contratos, implantação de sistema de informação eletrônico e outras ações. Também citou projetos baseados em novo modelo de governança sustentável, aplicação de ativos de perfis conservador e moderado, com acompanhamento e controle direto, e medidas adotadas pela modernização do mercado de capitais e adequação à CVM e Ibovespa.

“Corrigir processos ineficientes” é o propósito da Corregedoria da CAIXA, garantiu a Corregedora Girlana Moreira, e não punir empregados. Girlana enfatizou que é preciso entender as fragilidades e comunicá-las aos Superintendentes, que já foram gerentes: “Vocês sabem o que ocorre nas redes. A Matriz administra e as redes executam. Recomendaremos às SRs ações para evitar novas ocorrências”. A corregedora foi categórica sobre a proibição do compartilhamento de senhas, principal causa de fraudes na Empresa. Quanto aos processos administrativos disciplinares, esclareceu que são instituídos por normativos e independem de quem os abrem. “Precisamos entender a história da CAIXA, missão constitucional e qual parte a completamos. É patrimônio do País e nosso. A CAIXA somos todos nós. Se quisermos que algo mude, precisamos todos mudar juntos”, concluiu.

O consultor Jurídico da FENAG, Dr. Rogério Ferreira Borges, compareceu ao evento para comunicar o status da ação civil coletiva movida pela Federação em desfavor da CAIXA que requer a revogação da última versão do normativo RH 184.



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