Mulheres pedem constroem passagem
Embora em meio a atividades executadas predominantemente por homens, como cargos de gestão e de liderança na área financeira, nós, gestoras, conseguimos inovar. Até pouco tempo, era bastante comum ouvir no mercado de trabalho que “certas” profissões eram apenas indicadas para homens. As mulheres eram tidas como “frágeis” para exercer muitas funções na sociedade.
Apesar de ainda haver um longo caminho a percorrer, hoje em dia, muitas de nós vêm alcançando com sucesso o desafio diário de provar que somos tão capazes quanto os homens e possuímos habilidades iguais e diferentes, não excludentes, mas complementares, para executar a mesma tarefa. As mulheres têm sensibilidade aos negócios, mas também são objetivas e seguras. Tal fato se constata ao notarmos que a grande maioria das mulheres conciliam seu trabalho com as tarefas domésticas, muitas liderando a família.
As gestoras da CAIXA são um verdadeiro exemplo desses novos tempos, pois atuam num mercado comumente dominado por profissionais do sexo masculino, mas o dia a dia delas nunca foi fácil, tanto pelos desafios inerentes à profissão e aos cargos assumidos quanto pela questão cultural enraizada no mundo dos negócios.
Deparamo-nos com obstáculos em nossos caminhos que um homem dificilmente enfrentaria. Por exemplo, um cliente chegar e nos pedir para falar com “o gerente” e, ao nos identificar como tal, ainda demonstrar insegurança ao analisarmos os números de seus negócios. Ser uma gestora bancária intrigava muitos clientes homens que hesitavam até poder confiar seus investimentos em nossas mãos.
Mas se os negócios envolvem áreas e profissões normalmente exercidas pelos homens, o desafio se torna ainda maior e nosso foco aumenta, porque encaramos como oportunidade de provar que sim, podemos, também. Essas gestoras ganham mais espaço no mercado, pois os clientes passam a notar a mesma competência, capacidade de trabalho e comprometimento com a entrega que dos homens.
Sabemos que a educação corporativa é fundamental para o desenvolvimento da carreira, mas a nós, gestoras em “ambientes masculinos”, ainda mais. Para seguirmos em desenvolvimento, temos de nos qualificar continuamente em cursos avançados expandindo nossos conhecimentos. Assim, passamos a ter outras ideias e vivências que não tínhamos.
Hoje, conseguimos enxergar além, pensando em ampliar nossa atuação e na importância de ter tanto homens quanto mulheres trabalhando conosco, o que antes parecia algo inconcebível.
Gestores e gestoras já são uma realidade. A atualidade ainda nos revela um cenário que precisamos vir a desbravar. Ainda somos uma quantidade inexpressiva em relação ao total, mas temos certeza de que seremos mais num futuro próximo. Vemos a presença das gestoras aumentar neste mercado e seguindo motivadas na questão social. Não há nada mais recompensador e prazeroso a ter um trabalho com significado, poder construir uma empresa cujo propósito é ajudar a solucionar os problemas da sociedade, visando à inclusão da diversidade e ao desenvolvimento do país.
Não vamos ceder ao preconceito e desistir, nem ver a condição como barreira, mas como oportunidade. Vamos desfrutar da diversidade como diferencial, pois somos gestores e gestoras com enorme potencial, principalmente, quando atuamos em conjunto.
MARI ANE RIBEIRO AUGUSTO
Diretora de Relacionamento com Aposentados